Perguntas Frequentes

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Uma fundação oferece permanência legal, asset locks e independência face a membros, acionistas ou fundadores individuais. Esta estrutura garante que a terra e o propósito não podem ser redirecionados, vendidos ou capturados se pessoas, finanças ou circunstâncias mudarem. É o veículo mais robusto disponível para custódia intergeracional.

Os estatutos incluem disposições vinculativas que impedem que a terra protegida regresse à especulação. Em cenários de dissolução, a terra deve transitar para outra entidade vinculada à mesma missão, cláusula de proteção do património e princípios de custódia. A proteção mantém-se independentemente da continuidade operacional da Fundação.

Nenhuma pessoa, mecenas, Guardião ou instituição controla, isoladamente, as decisões sobre a terra. A proteção é assegurada pela governação da própria Fundação, em que cada órgão detém poderes definidos.

Financiamento e decisão estão estruturalmente separados. Mecenas não têm controlo operacional ou de governação sobre a terra, sobre acordos de custódia ou sobre decisões estratégicas. Regras de financiamento ético, políticas de conflito de interesses e órgãos independentes de supervisão previnem captura ou influência financeira.

As contribuições GROVE financiam a infraestrutura estrutural da custódia da Fundação Terra Agora: proteção legal, governação, monitorização, formação e prestação de contas. Não financiam operações dos Guardiões, meios de vida ou empresas baseadas na terra após a assinatura de acordos de custódia. Esta separação protege integridade, disciplina e confiança.

Financiamento operacional direto confundiria responsabilidades e poderia criar dependência. Em vez disso, espera-se que os Guardiões construam meios de vida viáveis ao longo do tempo. Quando apropriado, podem aceder a capital através de fundos geridos de forma independente, separados da Fundação Terra Agora, assegurando clareza entre custódia, finanças e supervisão.

A Fundação Terra Agora utiliza um quadro multidimensional de retornos que acompanha valor ecológico, social, económico e institucional ao longo do tempo. Inclui indicadores qualitativos e quantitativos, linhas de base, ciclos de monitorização e revisões de aprendizagem. O reporte privilegia resiliência de longo prazo, não outputs de curto prazo.

Apoiantes recebem transparência adequada à sua relação com a Fundação Terra Agora: reporte financeiro, divulgações de governação, sínteses de monitorização e reflexões de aprendizagem. O reporte privilegia clareza e honestidade acima de marketing: incluindo desafios, adaptações e lições aprendidas.

Sim. A Fundação Terra Agora cumpre integralmente a lei portuguesa, submete reportes estatutários e trabalha em diálogo com municípios e entidades públicas. O modelo complementa e não substitui a regulação pública, oferecendo apenas a capacidade de proteção, custódia de longo prazo, onde os mercados e ciclos curtos de projeto não chegam.

Sim, quando apropriado. Doadores podem manter ligação através de intenções de legado, participação em aprendizagem ou envolvimento comunitário, desde que isso não comprometa a independência da governação nem a integridade da custódia. Cada situação é definida em diálogo e formalizada em acordos.

Qualquer pessoa pode iniciar o percurso individualmente. A custódia de terra estratégica da Fundação Terra Agora requer uma Entidade Guardiã avaliada pela Fundação (mínimo de três pessoas), que demonstre prontidão ecológica, social e coletiva. A seleção baseia-se em capacidade, alinhamento e compromisso de longo prazo, não em velocidade ou ambição.

Os Guardiões atuam com autonomia, mas não sem prestação de contas. A Fundação Terra Agora monitoriza compromissos, apoia planos de remediação e intervém se necessário. Se obrigações não puderem ser cumpridas, a Fundação Terra Agora pode revogar acordos e nomear novos Guardiões. Os Guardiões podem mudar; a proteção da terra não.

Todos os membros de órgãos sociais e consultores estão vinculados a regras de declaração e impedimento. Guardiões não podem supervisionar os seus próprios acordos. Mecenas não detêm autoridade de governação sobre a terra. Órgãos independentes de supervisão estratégica, técnica e financeira garantem mecanismos de fiscalização mútua.

Os intervalos são indicativos para orientar, não para obrigar. Compromissos são definidos através de conversa, alinhamento e revisão ética. Esta flexibilidade respeita diferentes contextos e assegura que as relações permanecem guiadas por valores não transacionais.

A Fundação Terra Agora é uma instituição de modelo de Guardião desenhada para proteção da terra, com responsabilidade e aprendizagem ao longo de décadas. Não é uma executora de projetos ou uma entidade de financiamento. O foco não é “entregar projetos”, mas criar condições para que a regeneração perdure através de gerações.

Para além de encontrar Guardiões, formamo-los e capacitamo-los. Para evitar a fragilidade da posse individual, trabalhamos com Entidades Guardiãs, equipas de pelo menos três pessoas por forma a garantir resiliência e diversidade de competências. Estas equipas emergem através do nosso Caminho do Guardião, de redes bio-regionais e de polos regionais da fundação.

Os Guardiões operam como atividades económicas, gerando receita através de agricultura sustentável, ecoturismo e produtos florestais. Para a fase inicial de formação e instalação, mobilizamos capital através de The Grove, o nosso círculo de filantropia de impacto, e de fundos dedicados ao empreendedorismo guardião. Com o tempo, estamos a explorar de que forma os retornos naturais gerados em terra protegida, como o sequestro de carbono e os ganhos de biodiversidade,  poderão apoiar de forma responsável a viabilidade económica dos Guardiões. Qualquer mecanismo dessa natureza estará sujeito aos Estatutos da Fundação, às suas orientações éticas e a verificação independente.

Para proprietários que pretendam manter a propriedade na família, estamos a desenvolver uma via complementar: a constituição, a favor da Fundação, de um direito de superfície sobre o terreno, por prazo determinado. A propriedade nunca deixaria de pertencer à família, o direito de superfície atribuiria à Fundação responsabilidades definidas de salvaguarda e monitorização da regeneração da terra durante o prazo, extinguindo-se no seu termo. Esta via está ainda em desenho e sujeita, aprovação dos órgãos da Fundação; se tiver interesse, teremos todo o gosto em explorá-la consigo à medida que ganha forma.

Se a Fundação viesse a ser extinta, os Estatutos condicionam qualquer destino do património , manutenção da proteção dos bens estratégicos, mantendo a terra num ciclo de conservação e regeneração, e não num ciclo de compra e venda.

Não. Uma vez finalizado um contrato de doação, a propriedade não pode ser reclamada pelo doador. A nossa Carta de Princípios dos Mecenas estabelece explicitamente que os ativos não podem regressar a mecenas/doadores, garantindo que ficam permanentemente fora do mercado especulativo. Se um projeto não estiver a decorrer como previsto, a Fundação atua como Guardiã Última, com autoridade estatutária para intervir, rescindir o contrato com a Entidade Guardiã e designar uma nova, assegurando que a visão regenerativa acordada é cumprida. Assim, a terra mantém-se protegida em perpetuidade, e a gestão pode ser ajustada para garantir alinhamento com a missão comum.

A despesa está sujeita a um sistema triplo de supervisão: legal, estatutária e estratégica. O Conselho Fiscal acompanha a atividade financeira e inclui um Revisor Oficial de Contas que verifica a exatidão das contas e a conformidade legal. O Conselho Técnico emite pareceres prévios sobre matérias que afetam os bens estratégicos; os orçamentos e as despesas são aprovados pelo Conselho de Administração, após parecer prévio do Conselho de Curadores; o Conselho Fiscal fiscaliza as contas. Por fim, existe obrigação legal de reporte anual à SGPCM – Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros.

Distinguimos estabilidade operacional e investimento de capital para garantir transparência e longevidade. Se aderir a The Grove, o seu apoio financia sobretudo operações estruturais que garantem a capacidade da Fundação Terra Agora proteger a terra em perpetuidade. Já contributos para Fundos de Capital (aquisição de terra ou projetos específicos) alocam 80% diretamente a esse fim, com 20% a sustentar a gestão e monitorização necessárias.

Através do Grove Legacy, cocriamos colaborações plurianuais com organizações cujos compromissos estão alinhados com a nossa missão. As parcerias podem assumir muitas formas, apoiar a proteção de longo prazo de uma paisagem específica, financiar programas de monitorização e aprendizagem, patrocinar prémios ou áreas de inovação, ou ajudar a criar mercados para produtos regenerativos. O que a Fundação oferece é aquilo que detém diretamente: a proteção jurídica da terra em permanência, uma governação independente e uma monitorização transparente dos retornos naturais, sociais, inspiracionais e económicos. A regeneração é realizada por Entidades Guardiãs autónomas, pelo que as parcerias são desenhadas com a paisagem e com os seus Guardiões, e não impostas. O ponto de partida é sempre uma conversa sobre o que pretende contribuir, e seremos honestos sobre o que é e não é possível.

Sim. Estas conversas são conduzidas diretamente pela equipa executiva da Fundação. Teremos todo o gosto em apresentar o modelo, a sua arquitetura jurídica e a sua governação à vossa liderança, ou em começar por uma conversa mais pequena, se fizer mais sentido para o vosso processo.

Uma fundação oferece permanência legal, cláusula de indisponibilidade de ativos (asset locks) e independência face a membros, acionistas ou fundadores individuais. Esta estrutura garante que a terra e o propósito não podem ser redirecionados, vendidos ou capturados se pessoas, finanças ou circunstâncias mudarem. É o veículo mais robusto disponível para a custódia intergeracional.

Os estatutos incluem disposições vinculativas que impedem que a terra protegida regresse à especulação. Em cenários de dissolução, a terra deve transitar para outra entidade vinculada à mesma missão, cláusula de indisponibilidade de ativos e princípios de custódia. A proteção mantém-se independentemente da continuidade operacional.

Nenhuma pessoa, mecenas, Guardião ou instituição controla sozinha as decisões sobre a terra. A autoridade é deliberadamente distribuída por órgãos estatutários, salvaguardas legais e mecanismos de supervisão. Os Guardiões cuidam da terra na prática, mas a Fundação Terra Agora mantém a responsabilidade última de proteger propósito e continuidade.

Financiamento e decisão estão estruturalmente separados. Mecenas não têm controlo operacional ou de governação sobre a terra, sobre acordos de custódia ou sobre decisões estratégicas. Regras de financiamento ético, políticas de conflito de interesses e órgãos independentes de supervisão previnem captura ou influência financeira.

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