O Percurso do Guardião

published
Versão 3.1 · 30 de agosto de 2026

A versão portuguesa deste documento é a versão vinculativa.

Do primeiro chamamento à custódia de longo prazo

Cuidar da terra para além da propriedade, sustentado por aprendizagem, responsabilidade coletiva e continuidade

O Percurso do Guardião é um caminho claro e com ritmo, para pessoas que sentem o chamamento para cuidar da terra no longo prazo.

Começa com conversa e aprendizagem e pode, quando existe maturidade e alinhamento, conduzir a responsabilidades formais de Guardião, assumidas coletivamente e salvaguardadas pela Fundação Terra Agora.

Qualquer pessoa pode começar individualmente. Uma Entidade Guardiã forma-se mais tarde, apenas quando existem maturidade, formação e responsabilidade partilhada.

O percurso aqui descrito está definido. A prática que o sustenta, ou seja o Percurso de Aprendizagem, o regime de certificação e a monitorização periódica dos compromissos, está a ser construída por etapas e atinge pleno funcionamento no decurso de 2027. Nenhum acordo de custódia foi ainda assinado.

1. O que é o Percurso do Guardião

Responsabilidade em que se cresce e não um título que se reclama

Tornar-se Guardião não é sobre propriedade, rapidez ou controlo.

É um percurso estruturado de entrada em responsabilidade, moldado pelo tempo, pela aprendizagem e pela relação com a terra e com as pessoas.

Este percurso existe para proteger a terra, desacelerando decisões, assegurando prontidão e garantindo que ninguém sustenta a custódia sozinho.

2. Passo Um: Primeira ligação

Uma conversa, não um compromisso

O percurso começa com diálogo. Em conjunto, exploramos:

  • O que o/a chama para a Custódia
  • A sua relação com a terra, com o cuidado e com a responsabilidade
  • Se este caminho faz sentido para si e para os lugares envolvidos

Nesta fase não há contratos. Há escuta, orientação e clareza mútua.

3. Passo Dois: Aprendizagem enquanto indivíduo

Pode começar sozinho/a, com ou sem terra

Qualquer pessoa pode iniciar o Percurso do Guardião a título individual.

Através de aprendizagem, reflexão e prática, os participantes desenvolvem a compreensão ecológica, a maturidade social e a perspetiva de longo prazo necessárias para a custódia.

A formação de uma Entidade Guardiã acontece mais tarde, quando o compromisso se aprofunda e a responsabilidade partilhada se torna possível em torno de uma terra ou paisagem específica.

A aprendizagem passará a ser apoiada pelo Percurso de Aprendizagem da Fundação Terra Agora, que está em construção e cuja data de abertura ainda não está fixada. O Percurso de Aprendizagem terá uma propina, cujo valor ainda não está fixado e será publicado quando estiver confirmado. As inscrições não estão abertas.

4. Passo Três: Formar uma Entidade Guardiã, ou continuar individualmente

A custódia é assumida coletivamente

Antes de celebrar qualquer Contrato Guardião com a Fundação Terra Agora para cuidar de terra à responsabilidade da Fundação, deve formar-se uma Entidade Guardiã.

Uma Entidade Guardiã:

  • Integra um mínimo de três pessoas
  • Reúne competências complementares e governação partilhada
  • É capaz de sustentar responsabilidades ao longo de décadas
  • Constitui-se como pessoa coletiva

A estrutura coletiva assegura resiliência para além da vida ou das circunstâncias de qualquer indivíduo.

5. Passo Quatro: Formação e certificação

Capacidade antes de responsabilidade

A Fundação Terra Agora está a construir um percurso de formação e um regime de certificação. Quando o Percurso de Aprendizagem estiver publicado, os indivíduos e os membros de uma Entidade Guardiã completarão a formação e demonstrarão prontidão através dele.

A formação integrará:

  • Cuidado ecológico e pensamento sistémico
  • Governação e decisão coletiva
  • Navegação de conflito e maturidade relacional
  • Meios de vida regenerativos e planeamento de longo prazo

A certificação ainda não existe. Quando existir, sinalizará prontidão demonstrada, e não rapidez nem mera participação.

6. Passo Cinco: A visão de sete gerações, apenas para Entidades Guardiãs

Orientar o cuidado para além de contratos e de vidas

Cada Entidade Guardiã desenvolve uma visão de sete gerações e um plano de médio prazo para a propriedade ou paisagem de que irá cuidar, guiando o cuidado em horizontes ecológicos, sociais e económicos.

Esta visão aplica-se independentemente da forma legal, quer os Guardiões assumam:

  • Direitos de uso de longo prazo
  • Contratos de arrendamento
  • Acordos de comodato

A visão assegura continuidade de propósito, mesmo quando pessoas, papéis ou instrumentos legais mudam.

7. Passo Seis: Acordo de custódia

Quando e se existir alinhamento de prontidão

Nem todos os percursos conduzem a um acordo formal, e isso é intencional.

Algumas pessoas que se formam com a Fundação Terra Agora podem nunca entrar num acordo de custódia. Levam competências de custódia para a sua própria terra, para as suas organizações ou para as suas comunidades.

Quando uma Entidade Guardiã está pronta, pode ser assinado o instrumento aplicável: um Contrato Guardião ou um Contrato de Direito de Superfície, consoante a natureza do Projecto Guardião. O instrumento atribui um Direito de Superfície perpétuo, ou outro direito de longo prazo, sobre uma propriedade específica, privilegiando sempre o cuidado acima da propriedade.

8. Passo Sete: Cuidado da terra, monitorização e continuidade

A custódia é uma prática viva

Ao abrigo de um acordo assinado, os Guardiões assegurarão o cuidado quotidiano da terra através de atividades regenerativas e de meios de vida viáveis, e a Fundação Terra Agora monitorizará os compromissos ecológicos, sociais e económicos acordados, apoiará a aprendizagem e a adaptação ao longo do tempo, e intervirá quando os compromissos não forem cumpridos. Nenhum acordo foi ainda assinado.

Os Guardiões podem mudar. A proteção e o propósito da terra, não.

Convite

Cuidar para além da propriedade começa com um primeiro passo

Pode começar de forma simples, com curiosidade, conversa e aprendizagem.

Quer esteja a sentir o chamamento, a procurar formação ou a preparar-se para formar uma Entidade Guardiã, o Percurso do Guardião oferece uma forma sustentada e responsável de cuidar da terra para além da sua própria vida.

Fundação Terra AgoraVersão 2.2 · 18 de agosto de 2026

Do primeiro chamamento ao Modelo de Guardião de longo prazo

Cuidar da terra para além da propriedade, sustentado por aprendizagem, responsabilidade coletiva e continuidade

O Percurso do Guardião é um caminho claro e com ritmo, para pessoas que sentem o chamamento para cuidar da terra no longo prazo.

Começa com conversa e aprendizagem e pode, quando existe maturidade e alinhamento, conduzir a responsabilidades formais de modelo de Guardião, assumidas coletivamente e salvaguardadas pela Fundação Terra Agora.

Qualquer pessoa pode começar individualmente.

Uma Entidade Guardiã forma-se mais tarde, apenas quando existem maturidade, formação e responsabilidade partilhada.


O que é o Percurso do Guardião

Responsabilidade em que se cresce e não um título que se reclama

Tornar-se Guardião não é sobre propriedade, rapidez ou controlo.

É um percurso estruturado de entrada em responsabilidade, moldado pelo tempo, aprendizagem e relação com a terra e com as pessoas.

Este percurso existe para proteger a terra, desacelerando decisões, assegurando prontidão e garantindo que ninguém sustenta a custódia sozinho.


1. Passo Um — Primeira ligação

Uma primeira conversa, não um compromisso

O percurso começa com diálogo.

Em conjunto, exploramos:

  • O que o/a chama para o Modelo de Guardião
  • A sua relação com terra, cuidado e responsabilidade
  • Se este caminho faz sentido para si e para os lugares envolvidos

Nesta fase não há contratos. Há escuta, orientação e clareza mútua.


2. Passo Dois — Aprendizagem enquanto indivíduo

Pode começar sozinho/a, com ou sem terra

Qualquer pessoa pode iniciar o Percurso do Guardião a título individual.

Através de aprendizagem, reflexão e prática, participantes desenvolvem compreensão ecológica, maturidade social e perspectiva de longo prazo, necessárias para a custódia.

A formação de uma Entidade Guardiã acontece mais tarde, quando o compromisso se aprofunda e a responsabilidade partilhada se torna possível em torno de uma terra ou paisagem específica.

A aprendizagem é apoiada através do círculo de aprendizagem da Fundação Terra Agora e de uma comunidade de prática.


3. Passo Três — Formar uma Entidade Guardiã (opcional ou continuar individualmente)

A cutódia é assumida coletivamente

Antes de qualquer Acordo Formal de Custódia com a Fundação Terra Agora para cuidar de terra sob responsabilidade da fundação, deve formar-se uma Entidade Guardiã.

Uma Entidade Guardiã:

  • Integra um mínimo de três pessoas
  • Reúne competências complementares e governação partilhada
  • É capaz de sustentar responsabilidades ao longo de décadas
  • Constitui uma entidade legal

A estrutura coletiva assegura resiliência para além da vida ou circunstâncias de qualquer indivíduo.


4. Passo Quatro — Formação e certificação

Capacidade antes de responsabilidade

Indivíduos e membros de uma Entidade Guardiã completam formação e demonstram prontidão através dos percursos de aprendizagem da Fundação Terra Agora.

A formação integra:

  • Cuidado ecológico e pensamento sistémico
  • Governação e decisão coletiva
  • Navegação de conflito e maturidade relacional
  • Meios de vida regenerativos e planeamento de longo prazo

A certificação sinaliza prontidão demonstrada, não rapidez, nem mera participação.


5. Passo Cinco — A visão de sete gerações (apenas para Entidades Guardiãs)

Orientar o cuidado para além de contratos e de vidas

Cada Entidade Guardiã desenvolve uma visão de sete gerações e um plano de médio prazo para a propriedade/paisagem que irá cuidar, guiando o cuidado em horizontes ecológicos, sociais e económicos.

Esta visão aplica-se independentemente da forma legal — quer os Guardiões assumam:

  • Direitos de uso de longo prazo
  • Contratos de arrendamento
  • Acordos de comodato

A visão assegura continuidade de propósito, mesmo quando pessoas, papéis ou instrumentos legais mudam.


6. Passo Seis — Acordo de Custódia

(Quando e se existir alinhamento de prontidão)

Nem todos os percursos conduzem a um acordo formal.

Algumas pessoas que se formam com a Fundação Terra Agora podem nunca entrar num Acordo Formal de Custódia.

Levam competências de custódia para a sua própria terra, organizações ou comunidades.

Quando uma Entidade Guardiã está pronta, pode ser assinado um Acordo de Custódia – um Contrato Guardião ou um Contrato de Direito de Superfície, consoante a natureza do Projecto – atribuindo direitos de uso e/ou administração responsável de longo prazo sobre uma terra/propriedade específica, sempre priviligiando o cuidado acima da propriedade.


7. Passo Sete — Administração responsável, monitorização e continuidade

A custódia é uma prática viva

Guardiões asseguram o cuidado quotidiano da terra através de atividades regenerativas e meios de vida viáveis.

A Fundação Terra Agora:

  • Monitoriza compromissos ecológicos, sociais e económicos acordados
  • Apoia aprendizagem e adaptação ao longo do tempo
  • Intervém quando compromissos não são cumpridos

Os Guardiões podem mudar.

A proteção e o propósito da terra, não.


Convite

Cuidar para além da propriedade começa com um primeiro passo

Pode começar de forma simples, com curiosidade, conversa e aprendizagem.

Quer esteja a sentir o chamamento, a procurar formação ou a preparar-se para formar uma Entidade Guardiã, o Percurso do Guardião oferece uma forma sustentada e responsável de cuidar da terra para além da sua própria vida.

Fundação Terra Agora · NIPC 516946269 · terra-agora.org

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